Vereador Walter Viana defende uso de canetas emagrecedoras pelo SUS para combater obesidade

O vereador de Palmas e pré-candidato a deputado estadual, Walter Viana (PRD), protocolou um ofício direcionado à Secretaria Municipal de Saúde de Palmas solicitando um estudo de viabilidade para a distribuição gratuita de medicamentos de última geração voltados ao tratamento da obesidade na Rede Municipal de Saúde.

A proposta prevê a inclusão de remédios conhecidos como “canetas emagrecedoras” (como Ozempic e Mounjaro) por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo as ações do recém-criado Núcleo de Combate à Obesidade e Doenças Crônicas da capital. Segundo o parlamentar, os índices crescentes de excesso de peso e as evidências científicas de grandes estudos internacionais, que apontam perda média de até 20,9% do peso corporal com esses tratamentos, justificam a urgência de uma nova abordagem na saúde pública.

Além de buscar a implementação imediata da medida em Palmas para pacientes de baixa renda e sob rígido critério médico, Viana projeta expandir esse mesmo modelo de assistência para todas as regiões do estado. De olho em uma vaga na Assembleia Legislativa, o parlamentar destaca que a obesidade é uma realidade que afeta cerca de 60% da população tocantinense e que o tratamento adequado reduz significativamente o risco de infartos, AVCs e outras complicações graves.

Ele defende que Palmas sirva como o projeto-piloto para uma grande política estadual, garantindo que o cidadão do interior também tenha acesso gratuito ao que há de mais moderno na medicina. De acordo com o documento apresentado por Walter Viana, embora o custo inicial dessas medicações seja considerado elevado, o investimento se justifica pela economia gerada aos cofres públicos a médio e longo prazo.

O uso criterioso dos medicamentos, aliado a um acompanhamento multiprofissional, tem o potencial de reduzir drasticamente os gastos com internamentos, cirurgias bariátricas e tratamentos complexos de doenças associadas ao sobrepeso, como o diabetes e a hipertensão arterial. O ofício agora aguarda a análise da Secretaria de Saúde para avaliar o impacto financeiro, os critérios de seleção dos pacientes em vulnerabilidade social e a viabilidade jurídica para que o programa vire realidade.

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