Brigas no PL de Goiás travam campanha de Wilder
O Partido Liberal em Goiás vive um cenário de fragmentação profunda que ameaça as pretensões da legenda para 2026. O pré-candidato ao governo, Wilder Morais, enfrenta um teto nas pesquisas alimentado pela instabilidade interna e pela chapa com Ana Paula Rezende, que é vista por analistas como um erro estratégico. Até o momento, a aliança não conseguiu converter nomes tradicionais em apoios políticos reais ou transferência de votos, deixando o projeto estagnado enquanto os adversários avançam.
A crise é agravada pelo isolacionismo do grupo liderado pelo deputado federal Gustavo Gayer, que mantém uma agenda paralela e demonstra um “corpo mole” deliberado em relação à campanha de Wilder. Fontes internas indicam que Gayer, antes favorito ao Senado, está aflito com os números atuais, temendo que a fragilidade da chapa majoritária contamine sua própria viabilidade eleitoral. Esse mal-estar revela um racha de confiança entre as principais lideranças, que parecem atuar de forma desconectada e focada em interesses isolados.
No legislativo, o partido assiste a um “circo de horrores” protagonizado pelos deputados Major Araújo e Amaury Ribeiro, cujas ameaças e xingamentos públicos devem terminar no Conselho de Ética da ALEGO. O conflito expõe a falta de um comando partidário capaz de apaziguar ânimos ou estabelecer um consenso mínimo de convivência. Enquanto o PL se consome em brigas de ego e disputas fratricidas, ninguém na cúpula da sigla conseguiu exercer a autoridade necessária para unificar as alas e estancar a sangria de prestígio político.
Aproveitando o vácuo deixado pela oposição desarticulada, o vice-governador Daniel Vilela consolida sua liderança ao atrair prefeitos e lideranças que antes orbitavam o campo bolsonarista. A habilidade do emedebista em oferecer estabilidade contrasta com o caos do PL, refletindo-se em pesquisas que mostram Vilela aumentando a distância na corrida sucessória. Se Wilder Morais não conseguir conter o “fogo amigo” e profissionalizar a gestão do partido imediatamente, o projeto do PL goiano corre o risco de desmoronar antes mesmo do início oficial da campanha.



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