Cesta básica custa R$ 808 em Goiânia e consome mais da metade do salário mínimo
Levantamento do Dieese aponta alta de 4,54% em setembro; trabalhador precisou dedicar quase 110 horas de trabalho para comprar os alimentos essenciais
O custo da cesta básica em Goiânia chegou a R$ 808,01 em setembro de 2026, registrando aumento de 4,54% em relação a agosto. Com esse valor, o trabalhador que recebe um salário mínimo precisou comprometer 53,89% da renda líquida para comprar os alimentos essenciais. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O levantamento também mostra que foram necessárias 109 horas e 40 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica na capital goiana. Em agosto, esse tempo era de 104 horas e 54 minutos. Já em setembro de 2025, eram necessárias 102 horas e 58 minutos.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o preço da cesta básica acumulou alta de 13,72%. No acumulado de 2026, entre dezembro de 2025 e setembro deste ano, o aumento chegou a 11,30%.
Tomate e batata lideram as altas
Entre agosto e setembro, oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica registraram aumento nos preços médios. O tomate teve a maior elevação, de 38,48%, seguido pela batata, com alta de 26,70%.
Também ficaram mais caros o arroz agulhinha (5,22%), o óleo de soja (2,96%), a carne bovina de primeira (2,20%), o leite integral (1,45%), o açúcar cristal (1,24%) e a manteiga (0,66%).
Por outro lado, cinco produtos apresentaram redução de preço. O feijão carioca teve queda de 4,92%, seguido pela farinha de trigo (-2,63%), café em pó (-1,44%), pão francês (-0,97%) e banana (-0,34%).
Alta acumulada em 12 meses
Na comparação entre setembro de 2025 e setembro de 2026, a batata apresentou a maior alta acumulada entre os produtos que ficaram mais caros, com avanço de 77,78%. O tomate também registrou aumento expressivo, de 70,20%, enquanto o feijão carioca subiu 46,22%.
Outros alimentos tiveram elevação no período, como a carne bovina de primeira (13,70%), o leite integral (11,43%), o pão francês (3,48%) e o arroz agulhinha (0,83%).
Entre os produtos que ficaram mais baratos nos últimos 12 meses estão o açúcar cristal, com redução de 17,01%, o café em pó (-11,62%), a banana (-7,26%), o óleo de soja (-1,67%), a farinha de trigo (-1,03%) e a manteiga (-0,18%).
Os dados mostram que, apesar das quedas registradas em parte dos produtos, o custo total da cesta básica continua pressionando o orçamento das famílias que dependem do salário mínimo para cobrir as despesas essenciais.



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