Mabel pressiona Câmara por votação de projetos e cita déficit de R$ 2 milhões por dia em Goiânia
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), cobrou mais rapidez da Câmara Municipal na análise e votação de projetos enviados pelo Executivo. Entre as propostas consideradas prioritárias pela gestão está a criação de um fundo imobiliário com patrimônio do município, que, segundo o prefeito, poderá ajudar a reduzir o déficit previdenciário da capital.
Mabel criticou a possibilidade de a matéria ficar para o próximo ano. Segundo ele, a Prefeitura de Goiânia desembolsa atualmente cerca de R$ 2 milhões por dia para cobrir o déficit da Previdência municipal. O montante representa quase R$ 50 milhões mensais e pode chegar a aproximadamente R$ 600 milhões por ano.
A proposta do fundo imobiliário prevê a utilização de terrenos e outros imóveis municipais que não são necessários diretamente à prestação de serviços públicos. A intenção é incorporar esses bens a fundos e buscar sua valorização e exploração econômica, inclusive por meio de empreendimentos com a iniciativa privada, direcionando os rendimentos para ajudar a enfrentar o passivo previdenciário.
O prefeito afirmou que pretende procurar o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), integrantes do colegiado e o presidente da Câmara para defender o avanço das matérias.
Para dimensionar o peso do déficit nas contas municipais, Mabel comparou a despesa anual com os investimentos previstos pela Prefeitura na área da saúde. Conforme o prefeito, aproximadamente R$ 450 milhões deverão ser destinados à construção de oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Além da proposta envolvendo o patrimônio imobiliário, Mabel também mencionou entre as matérias que considera importantes um projeto relacionado à fiscalização e às denúncias de descarte irregular de lixo na capital.



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