“Cartão fidelidade” do tráfico: esquema com brindes personalizados é descoberto no DF

Um esquema de venda de drogas que utilizava uma espécie de “cartão de fidelidade” para atrair e manter clientes foi descoberto pela Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo as investigações, pequenos objetos produzidos em impressora 3D eram usados como códigos associados aos entorpecentes comercializados.

Entre as peças estavam símbolos em formatos de peixe, raio e floco de neve. De acordo com a apuração policial, cada um fazia referência a determinado tipo de droga: o esqueleto de peixe estava relacionado à cocaína, o raio ao ecstasy e o floco de neve ao haxixe ou loló. Os objetos funcionariam como brindes e ajudariam a criar uma relação de fidelidade com os compradores.

O caso envolve um casal preso em setembro de 2025 em um apartamento no Sudoeste, área nobre de Brasília. Durante as buscas, os policiais encontraram cocaína, maconha, ecstasy, haxixe e loló, além de balanças de precisão, materiais utilizados para embalar as substâncias e dinheiro.

A perícia nos celulares também encontrou conversas que, segundo a Justiça, indicavam negociações com clientes, incluindo pedidos, valores, locais de entrega e referências codificadas aos entorpecentes. Termos como “px” e “peixe” seriam usados para cocaína, enquanto expressões como “kank”, “knk” e “kk” fariam referência à maconha do tipo skunk.

Os dois envolvidos foram condenados a oito anos de prisão por tráfico de drogas. A mulher recebeu o direito de recorrer em liberdade, enquanto o companheiro permanece preso.

A defesa da mulher contesta parte da versão apresentada pela investigação. Em nota, afirmou que a sentença não reconheceu nem comprovou que as peças impressas em 3D fossem utilizadas como brindes ou como sistema de fidelização dos compradores.

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