Com mais de 6 mil novos CNPJs em agosto, Goiânia se prepara para o aquecimento econômico de fim de ano
A Prefeitura de Goiânia divulgou nesta quinta-feira (10/9) que a capital registrou a abertura de 6.368 novas empresas em agosto de 2026. O quantitativo é 13,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Do total de novos Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs), 4.636 são referentes a Microempreendedores Individuais (MEI’s), o que corresponde a 73% das empresas recém-abertas.
A capital contabilizou ainda 1.224 microempresas, 251 empresas de pequeno porte, e 257 empresas médias e grandes abertas no mês de agosto. De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços de Goiânia (Sedicas), as atividades que mais atraíram novos empreendedores foram promoção de vendas (198 empresas), serviços de preparação de documentos e apoio administrativo (173), transporte rodoviário de cargas (153), serviços de entrega rápida (114), holdings não financeiras (113) e fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar (112). Também aparecem com destaque serviços de cabeleireiro, manicure e pedicure (78).
Segundo a superintendente de Desenvolvimento Econômico da Sedicas, Thais Aparecida Santos, o crescimento sinaliza um ambiente econômico favorável ao empreendedorismo, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e por perspectivas positivas de crescimento. A abertura de empresas em agosto acompanha um movimento recorrente do calendário econômico, marcado pela preparação dos empreendedores para o aumento da atividade nos últimos meses do ano. Nesse período, a expectativa de maior consumo, vendas e demanda por serviços estimula a formalização e a criação de novos negócios.
“A Sedicas apoia o microempreendedor principalmente por meio da Casa do Empreendedor, com orientação, formalização e acesso a serviços; capacitação e geração de oportunidades; e de ações de simplificação, digitalização e regularização dos negócios”, diz Thais Santos. “A secretaria também articula parcerias com o Sebrae e outras instituições para ampliar o acesso à informação, capacitação e desenvolvimento dos pequenos negócios da capital.”
A superintendente orienta que, antes de abrir uma empresa, é fundamental se planejar. “O empreendedor precisa conhecer o mercado, avaliar potenciais clientes, concorrentes e fornecedores, entender os custos e a viabilidade do negócio e definir com clareza seu público e seu diferencial. Também é importante buscar capacitação e orientação para reduzir riscos e tomar decisões mais seguras. Por fim, a formalização deve ser feita de forma adequada, com a escolha correta da natureza jurídica e do regime tributário”, afirma Thais Santos.



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