Estudo aponta risco 60% maior de morte prematura entre pessoas com transtorno bipolar tipo 2
Pessoas com transtorno afetivo bipolar tipo 2 apresentam risco 60% maior de morte prematura em comparação com indivíduos da mesma idade sem a condição. A conclusão é de um estudo com mais de 11 mil participantes, publicado no JAMA Network Open.
Um dos dados mais preocupantes está relacionado ao suicídio. Segundo o levantamento, o risco de morte por essa causa é mais de seis vezes maior entre pessoas com o transtorno. Também foi identificado aumento da mortalidade relacionada a doenças cardiovasculares e metabólicas, além de causas não naturais, como acidentes.
O transtorno bipolar é caracterizado por alterações intensas de humor. No tipo 2, os pacientes apresentam episódios depressivos associados a períodos de hipomania, uma manifestação menos intensa que a mania observada no transtorno bipolar tipo 1. Apesar disso, especialistas alertam que a condição pode provocar sofrimento significativo e comprometer a vida dos pacientes.
Outro desafio é o diagnóstico. O transtorno bipolar tipo 2 pode ser confundido com depressão e ansiedade, fazendo com que algumas pessoas passem anos recebendo tratamento para outras condições. O atraso na identificação pode aumentar o risco de complicações clínicas e psiquiátricas.
Para reduzir os riscos, especialistas defendem um acompanhamento amplo, envolvendo tratamento psiquiátrico, terapia, atividade física, sono adequado, alimentação equilibrada e fortalecimento da rede de apoio. A identificação precoce e o acompanhamento contínuo da saúde física e mental também são considerados fundamentais.



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