Gentrificação: Arquitetura não um artigo de luxo
A gentrificação é a transformação de bairros populares ou centrais através de reformas e investimentos que valorizam os imóveis.
Isso atrai pessoas mais ricas e encarece o custo de vida, forçando os moradores antigos e de menor renda a saírem do local por não conseguirem mais pagar o aluguel.
Obras públicas melhoram ruas, praças e a segurança dos locais. Interesse imobiliário: Empresas compram e constroem prédios modernos ou caros. Mudança de comércio: Lojas simples dão lugar a cafés, bares e lojas de grife.
Aluguéis, contas e produtos ficam muito caros. tradicionais vão morar na periferia. A cultura e a história original do bairro mudam. O espaço urbano passa a ser feito apenas para quem tem dinheiro.
O arquiteto atua como um mediador crítico que pode tanto legitimar a expulsão de moradores de baixa renda quanto fortalecer a permanência das comunidades tradicionais nos territórios urbanos.
Gentrificação portanto é o processo de transformação de bairros populares em áreas nobres, encarecendo o custo de vida.
A Elevação artificial do preço dos terrenos e imóveis para obter lucro financeiro rápido, ignorando o valor social do espaço É A fatídica especulação Imobiliária.
Quando o arquiteto atende apenas às regras do mercado, ele pode acelerar a expulsão de moradores antigos: A Criação de edifícios luxuosos que atraem público de alta renda e o desenho de espaços públicos que afastam a população vulnerável , contribuem para esse processo e a valorização artificial do bairro que expulsa o comércio local e as famílias tradicionais é o golpe final.
O Papel Social do Arquiteto.
O profissional pode adotar uma postura ética e transformadora frente aos conflitos urbanos:
Arquitetura participativa: Desenhar junto com a comunidade, ouvindo as reais necessidades locais.
Assistência técnica pública: Oferecer projetos gratuitos ou acessíveis para a regularização e melhoria de habitações populares.
Preservação da memória: Valorizar a identidade, os materiais e as formas de vida tradicionais em vez de impor modelos padronizados.
Defesa do direito à cidade: Lutar por políticas públicas que garantam o acesso à terra urbanizada para todas as classes sociais.
Além de projetas casas para classe média alta, os novos arquitetos devem se posicionar como agentes sociais urbanos, este é uma grande reserva de mercado de trabalho para a categoria ainda aberta.
Arquiteto e Urbanista Garibaldi Rizzo
Membro da Academia Goianiense de Letras



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