Torres depõe nesta 3ª feira a parlamentares da CPI do 8 de janeiro

O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, está agendado para prestar depoimento na terça-feira (8) às 9h, perante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do 8 de Janeiro. Na ocasião, Torres, que anteriormente atuou como secretário de Segurança do Distrito Federal durante os atos extremistas contra as sedes dos Três Poderes, será inquirido.

Para a relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a presença de Torres na CPI é de “importância fundamental”. De acordo com ela, o ex-ministro pode oferecer esclarecimentos sobre os eventos ocorridos após as eleições, como a tentativa de atentado com bomba, bem como as invasões às sedes dos Três Poderes.

Na noite de segunda-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu a permissão para que o ex-secretário permaneça em silêncio durante o interrogatório, mas enfatizou que Torres tem a obrigação legal de “declarar os fatos e incidentes relacionados ao objeto da investigação”. Além disso, autorizou a presença de advogados para acompanhá-lo. A solicitação partiu da defesa do ex-secretário.

As informações derivam do portal Poder360, que noticiou em 12 de junho que Torres foi um dos principais alvos de pedidos de convocação desde o início dos trabalhos da CPI. A convocação foi aprovada em 13 de junho pelo colegiado.

O veículo de notícias também apurou que os membros técnicos da comissão não conseguiram estabelecer contato com Torres para enviar a notificação de sua convocação. O documento foi assinado por sua mãe, Amélia Gomes da Silva Torres, após uma tentativa presencial dos técnicos da CPI de entregar a convocação.

Conforme determinado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal), aqueles convocados por CPIs são obrigados a comparecer diante do comitê. No entanto, aqueles que são investigados pelos eventos objeto da comissão possuem o direito de optar pelo silêncio.

A presença de Torres marcará o primeiro depoimento de um ex-ministro do governo Bolsonaro perante a CPI. Anteriormente, atuando como chefe do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ele assumiu o cargo em março de 2021, sucedendo Sergio Moro (União Brasil), atualmente senador pelo Paraná. Moro também faz parte do colegiado como membro suplente e poderá fazer questionamentos a seu sucessor.

Comments

Be the first to comment on this article

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Go to TOP