Depois de operação da Polícia Federal, secretário de Saúde do Tocantins pede exoneração.
A cidade de Palmas (TO) foi palco de uma operação da Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (3) que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão. A ação é parte de uma investigação que envolve um contrato no valor de R$ 6,9 milhões, realizado em 2021 pela Secretaria da Saúde do estado. O contrato tinha o objetivo de adquirir aproximadamente 4 milhões de seringas para abastecer a rede pública de saúde do Tocantins.
A suspeita gira em torno de possíveis crimes, incluindo fraude em licitação, desvio de verbas públicas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além do secretário de Saúde, Afonso Piva, outros servidores do estado e empresas estão sendo investigados no caso.
O titular da pasta, Afonso Piva, pediu exoneração de seu cargo na segunda-feira (7), em um movimento que visa colaborar com as investigações e focar em sua defesa. A decisão foi aceita pelo governador Wanderlei Barbosa. Piva estava à frente da Secretaria de Saúde desde outubro de 2021 e negou as acusações no dia da operação, afirmando confiar na justiça e declarando seu desejo de provar sua inocência.
Enquanto a investigação segue, o secretário de Administração, Paulo César Benfica, assumirá interinamente a Secretaria de Saúde, acumulando os cargos até que um novo gestor seja nomeado. O caso levanta questionamentos sobre a transparência e a integridade dos processos de contratação no setor público, reforçando a importância da atuação das autoridades para garantir a lisura nas aquisições de serviços e produtos para a população.



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