Suécia quer se tornar o primeiro país europeu “livre de fumo”

Enquanto as cafeterias italianas continuam repletas de fumaça, a Suécia está prestes a conquistar o título de primeiro país europeu “livre de fumo”, caracterizado quando menos de 5% da população é fumante.


Em 2019, apenas 6% dos suecos fumavam diariamente, o índice mais baixo entre os países da União Europeia, que apresenta uma média geral de 18%. A queda significativa no número de fumantes suecos, que era quatro vezes maior há duas décadas, é atribuída principalmente à conscientização dos riscos do tabagismo, especialmente entre a geração mais jovem.


Essa mudança positiva teve início com restrições ao fumo em espaços públicos e posteriormente se estendeu a cafés ao ar livre e locais públicos, como estações de ônibus. O governo sueco ressalta que o país experimentou vários benefícios para a saúde, incluindo uma taxa reduzida de câncer de pulmão, em decorrência dessas medidas.


Porém, há quem aponte o “snus”, uma forma de rapé ou tabaco em pó, como um fator relevante nessa mudança. Embora proibido em outros países europeus, o snus é amplamente utilizado na Suécia. Os fabricantes suecos afirmam que seu produto é uma alternativa menos prejudicial ao fumo, mas estudos recentes o associam a um aumento de doenças cardíacas e diabetes.


Embora não seja recomendado pelas autoridades de saúde do país, o snus é considerado parte da cultura sueca por alguns, assim como o presunto de Parma para os italianos.


Em comparação, no Brasil, cerca de 10% da população adulta ainda é fumante, o dobro da taxa observada na Suécia. No entanto, o número de fumantes também tem diminuído no Brasil, além do crescente uso de dispositivos eletrônicos entre os jovens.


Apesar dos diferentes desafios e abordagens adotados em cada país, a busca por um ambiente livre de fumo permanece uma prioridade em todo o mundo, com medidas restritivas e campanhas de conscientização desempenhando um papel crucial na redução dos danos causados pelo tabagismo.

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