Goiânia recebe etapa internacional de motovelocidade e motocross em dezembro
Jogos Intercontinentais da Federação Internacional de Motociclismo serão disputados de 11 a 13 de dezembro, com 72 pilotos de 25 países e a estreia do motocross na competição.
Goiânia será sede da segunda edição dos Jogos Intercontinentais da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), entre os dias 11 e 13 de dezembro de 2026. A competição será realizada no Autódromo Internacional Ayrton Senna e reunirá 72 pilotos de 25 países, representando seis uniões continentais.
O lançamento oficial do evento está previsto para esta sexta-feira (23), às 11h, no autódromo. A edição deste ano terá uma novidade: a inclusão do motocross MX2, ampliando a disputa, que também contará com as categorias de motovelocidade Supersport (SSP) e Supersport 300 (SSP300).
Inicialmente, os Jogos estavam programados para janeiro de 2027, no Kuwait. A Federação Internacional de Motociclismo decidiu transferir a competição para o Brasil e antecipar sua realização diante da instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
Competição reunirá pilotos de seis continentes
Participarão do torneio representantes da África, Ásia, América Latina, América do Norte, Oceania e Europa, atual campeã. Cada união continental poderá selecionar quatro competidores por categoria, com a exigência de pelo menos uma mulher em cada classe.
O regulamento também prevê que cada equipe tenha apenas um piloto especialista que dispute regularmente um campeonato mundial da FIM em 2026. Os demais participantes deverão ser considerados talentos em ascensão, sem participação regular em competições mundiais na temporada. A regra prevê exceção para mulheres que também disputem campeonatos mundiais.
A primeira edição dos Jogos Intercontinentais ocorreu em 2024, em Jerez de la Frontera, na Espanha. Para 2026, a expectativa é ampliar o alcance da competição e reunir atletas experientes e novos talentos do motociclismo internacional.
Programação das provas
As atividades começam em 11 de dezembro, com treinos livres e sessões de testes. No dia 12, serão realizadas as classificações das categorias de motovelocidade, os treinos cronometrados do motocross e as primeiras corridas, previstas para o período da tarde.
O encerramento será no dia 13 de dezembro. Após o aquecimento, os pilotos disputam a segunda corrida das categorias, enquanto o motocross MX2 terá uma terceira prova, decisiva para definir o resultado da modalidade.
Na motovelocidade, as motocicletas serão fornecidas pela Yamaha em um formato padronizado, para garantir condições equivalentes aos competidores. No motocross, as motos serão disponibilizadas localmente, conforme as marcas e os modelos solicitados pelos pilotos e as regras da FIM.
Brasil terá representantes nas três categorias
A equipe da FIM América Latina já está definida. Na categoria Supersport 300, os selecionados são os brasileiros Leonardo Barbim e Aymon Bocanegra, brasileiro-peruano, a chilena Isis Carreño, capitã da equipe, e o dominicano Xarly De Oleo.
Na Supersport, a equipe contará com os brasileiros Humberto Maier, capitão do grupo, e Mario Salles, além da mexicana Astrid Madrigal e do chileno Maximilian Scheib.
Já a equipe latino-americana de motocross será comandada por Gaspar Taboada e terá os brasileiros Bernardo Tibúrcio e Luanna Neves, o chileno Benjamin Garib e o boliviano Marco Antezana, capitão do time.
Goiânia amplia presença no motociclismo internacional
Com 3,835 quilômetros de extensão e 12 curvas, o Autódromo Internacional Ayrton Senna já recebeu uma etapa brasileira da MotoGP em março de 2026. A realização dos Jogos Intercontinentais reforça a presença da capital goiana no calendário internacional do motociclismo.
A troca do asfalto do circuito foi concluída no fim de setembro, e a pista passou por um período de cura estimado entre 45 e 60 dias, etapa necessária para garantir as condições adequadas de uso.
O presidente da FIM, Jorge Viegas, idealizador do conceito dos Jogos Intercontinentais em 2002, destacou a importância da ampliação do torneio, que busca promover valores como inclusão, união e igualdade no esporte.



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