Bióloga abre píton de 5,5 metros suspeita de ter devorado mulher e encontra jacaré
Uma bióloga americana teve uma descoberta surpreendente ao examinar uma píton de aproximadamente 5,5 metros que havia sido apontada como responsável por devorar uma mulher nos Everglades, na Flórida, Estados Unidos.
A história começou quando uma testemunha acionou os serviços de emergência e afirmou ter visto a cobra engolir uma mulher. Segundo o relato, seria possível observar a silhueta de uma pessoa no abdômen dilatado do animal.
A píton foi posteriormente decapitada e levada para análise da bióloga Rosie Moore, que realizou a abertura e a necropsia do animal. Durante o procedimento, porém, ela descobriu que a suposta vítima não era uma pessoa.
Cobra havia engolido um jacaré
Dentro da píton, Rosie encontrou um jacaré, que apresentava dimensões impressionantes. De acordo com a bióloga, o animal tinha aproximadamente o mesmo tamanho que ela.
A descoberta revelou que a informação repassada pela testemunha estava equivocada. O que havia sido interpretado como a silhueta de uma mulher no corpo da cobra era, na verdade, o contorno do jacaré que havia sido engolido pela píton.
Rosie descreveu a experiência como uma das mais impressionantes de sua carreira. Segundo ela, é extremamente raro ter a oportunidade de observar um caso desse tipo na natureza e realizar uma necropsia em um animal de dimensões tão grandes.
A própria píton chamava atenção pelo tamanho. Com cerca de 5,5 metros de comprimento, o animal era tão grande que, segundo a bióloga, ocupava praticamente toda a extensão de uma sala.
Pítons-birmanesas são espécie invasora
O episódio ocorreu na região dos Everglades, onde as pítons-birmanesas são consideradas uma espécie invasora. As cobras podem atingir grandes dimensões e são capazes de capturar e ingerir uma grande variedade de animais.
O caso também chama atenção pela capacidade de predação desses répteis. Embora o episódio tenha inicialmente sido associado a um possível ataque contra uma pessoa, a análise mostrou que a presa era outro animal de grande porte.
Bióloga já estudou cobras gigantes
Rosie Moore já possui experiência com répteis de grandes dimensões. Em 2024, ela participou de uma expedição à América do Sul em busca de anacondas.
Durante a viagem ao Suriname, a bióloga contraiu dengue. Ela também ganhou notoriedade nas redes sociais ao compartilhar conteúdos relacionados à biologia, à vida selvagem e ao trabalho de campo, incluindo registros de animais de grande porte.
A descoberta dentro da píton reforça a capacidade desses animais de capturar presas consideradas grandes para o seu próprio tamanho. No caso analisado por Rosie, entretanto, o episódio que inicialmente parecia envolver uma vítima humana terminou com a identificação de uma presa completamente diferente: um jacaré.



Comments