Repositor vira réu por matar homossexual e ocultar o corpo

Crime aconteceu no dia 6 de outubro de 2021, no Jardim Colorado, na capital. Magistrado decretou prisão preventiva do denunciado

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri da comarca de Goiânia, recebeu denúncia contra o repositor Kauã Silva Alves, 19, acusado de matar o homossexual Heder Henrique de Souza Urzeda, 32, e ocultar o corpo dele após atear fogo no veículo em que se encontrava.

O crime aconteceu no dia 6 de outubro de 2021, no Jardim Colorado, na capital. O magistrado decretou a prisão preventiva do denunciado.

Segundo denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), no dia do crime, a vítima, que era homossexual, pediu emprestado o carro do irmão sob o argumento de que iria se encontrar com amigos. Porém, a intenção dele era ir para um encontro amoroso com o denunciado, que o havia convidado para ir à casa dele.

No imóvel, eles ingeriram cervejas, momento em que a vítima manifestou a intenção de manter relações sexuais com Kauã Silva, que se recusou. Em razão do fato, ambos começaram a se desentender, motivo pelo qual o segundo passou a desferir golpes de faca na vítima, causando lesões graves e levando-o a morte.

Na sequência, o denunciado arrastou o corpo da vítima, colocou-o no banco de trás do veículo HB20 e saiu dirigindo pela cidade. Quando trafegava pela Avenida da Divisa, com a Avenida Domingos, no Jardim Liberdade, ele não conseguiu efetuar manobra, colidindo numa rotatória. Ele, então, pediu ajuda para moradores, contudo, não conseguiu trocar os pneus, informando em seguida que retornaria, mas que o rapaz permaneceria no banco traseiro por estar drogado e alcoolizado.

Ainda, segundo a denúncia, após a saída dos populares, o denunciado voltou ao local e incendiou o veículo com a vítima no banco traseiro, fugindo em seguida. O cadáver foi encontrado carbonizado e destruído. Depois do crime, o denunciado fugiu para o Estado do Tocantins. Ele, conforme a peça acusatória, teria utilizado os cartões bancários da vítima para realizar compras por aproximação, tendo em vista que não deveria possuir as senhas.

Ao analisar os autos, o magistrado acatou parecer do Ministério Público para receber denúncia contra o repositor por crime narrado no artigo 121, inciso II, com os artigos 155, 211 e 163, do Código Penal. Ressaltou que a materialidade delitiva se encontra demonstrada no inquérito policial e laudo de exame cadavérico.

Destacou ainda que, com a prisão do denunciado, será possível assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista que ele fugiu do distrito da culpa, refugiando em Ipameri, e depois para o Estado de Tocantins, nas cidades de Esperantina, Augustinópolis e Araguatins.

Diante disso, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara entendeu que estão presentes os requisitos para a medida acautelatória, vez que agrediu a vítima com objeto e desferiu golpes, na região do crânio e da face, e que após a morte ateou fogo no veículo em que a vítima se encontrava, levando a destruição do veículo e do cadáver. Kauã vai responder por  homicídio qualificado, furto, dano e ocultação de cadáver.

Com informações do Centro de Comunicação Social do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás

Comments

Be the first to comment on this article

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Go to TOP