Copa Quilombola reúne mais de 1,7 mil atletas em Goiás

A Copa Quilombola dá início à sua quinta edição neste fim de semana, com a participação de mais de 1,7 mil atletas de comunidades tradicionais de Goiás. As primeiras disputas serão realizadas de quinta-feira a sábado (05 a 07/06), nos municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Campos Belos, no Nordeste goiano.

Ao todo, 65 equipes masculinas e femininas participam do torneio, criado pela Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) para ampliar o acesso ao esporte e fortalecer a integração entre comunidades quilombolas do estado.

O secretário de Estado de Esporte e Lazer, Welington Peixoto, destacou a consolidação da competição entre os participantes. “Elas estão aguardando com ansiedade pelo início da competição, que vem crescendo a cada ano. É uma premissa do Governo de Goiás que o esporte seja uma ferramenta de transformação e inclusão social, e nós acreditamos que a Copa Quilombola vem cumprindo o seu papel no fomento esportivo dessas comunidades.”

Como funciona a Copa Quilombola?

Além da realização dos jogos, o Governo de Goiás garante apoio estrutural e logístico aos participantes. As equipes recebem transporte, hospedagem, alimentação, uniformes e materiais esportivos para treinamentos.

A iniciativa também deixa um legado para as comunidades com a doação dos materiais utilizados durante a competição, contribuindo para a continuidade das atividades esportivas locais.

Após as disputas deste fim de semana, Niquelândia receberá mais uma etapa classificatória. Os times que avançarem disputarão a fase final em Goiânia, em data a ser definida.

Copa Quilombola movimenta comunidades tradicionais

Atleta do time Vão do Moleque, de Cavalcante, Jalisson Torres, conhecido como Jalinho, já conquistou três títulos da competição e ressaltou a importância do torneio para as comunidades. “A Copa Quilombola movimenta muito todas as comunidades, e isso é importante para nós, que não temos tantas oportunidades de disputar grandes competições, ainda mais com tudo pago pela organização.”

Além da competição, o atleta destacou o impacto deixado pela iniciativa após o encerramento dos jogos, com a doação dos materiais esportivos utilizados. “Na nossa infância, muitas vezes, a gente jogava futebol chutando lobeira, um fruto aqui do cerrado. Agora temos materiais esportivos para trabalhar com as crianças, adolescentes e também com os adultos. É outra realidade”, finalizou o jogador.

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