Daniel lidera disputa para o governo em Goiás

O governador Daniel Vilela (MDB) aparece como principal nome na disputa pelo governo de Goiás nas eleições de 2026. Levantamento do Instituto IGAPE, divulgado nesta semana, aponta o emedebista com 35,3% das intenções de voto no cenário estimulado, abrindo vantagem superior a 13 pontos percentuais sobre o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que registra 22,3%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 6 de março de 2026, com 1.200 eleitores em diferentes municípios goianos. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O resultado sugere que parte significativa da base política do atual governador Ronaldo Caiado, que não poderá disputar a reeleição, tende a migrar para Vilela.

Rejeição eleitoral

O levantamento também mediu o chamado “voto antipático”, indicador que aponta a rejeição dos candidatos. Nesse quesito, Marconi Perillo apresenta o índice mais elevado: 20,6% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma. Em seguida aparece a deputada Adriana Accorsi (PT), com 12,4% de rejeição.

Já Daniel Vilela e Telemaco Brandão (Novo) registram os menores índices de rejeição entre os nomes testados, fator que reforça a posição do atual governador como um candidato com maior aceitação entre o eleitorado.

Influência do governo Caiado

Analistas avaliam que o desempenho de Vilela nas pesquisas está diretamente ligado ao capital político do governador Ronaldo Caiado, que encerra sua gestão com índices elevados de aprovação. Integrante da base governista, Vilela surge, até o momento, como o principal herdeiro político desse eleitorado.

Apesar do cenário favorável, especialistas lembram que a disputa ainda está em estágio inicial. Com mais de um ano e meio até o primeiro turno das eleições de 2026, o quadro pode sofrer mudanças com novas alianças, eventuais desistências e o surgimento de outros candidatos.

Ficha técnica

  • Instituto: Instituto IGAPE
  • Período: 3 a 6 de março de 2026
  • Amostra: 1.200 eleitores
  • Margem de erro: ±2,8 pontos percentuais
  • Nível de confiança: 95%

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