Inhumas: gestão passada entregou UTIs sem sistema de climatização

A atual gestão da Prefeitura de Inhumas, que desde o início de 2025 atua na recuperação da estrutura pública municipal, divulgou nesta semana novas informações sobre o estado em que o Hospital Monsenhor Angelino foi encontrado pela gestão anterior. O que deveria ser uma simples reforma no telhado da unidade acabou revelando problemas muito mais graves.

Durante uma vistoria na parte superior da ala da UTI, a equipe técnica constatou a inexistência de um equipamento básico e indispensável para o funcionamento de qualquer Unidade de Terapia Intensiva: a central de climatização. O achado contraria a versão da antiga administração, que afirmava ter entregue o espaço pronto para uso.

Em vez do sistema instalado, os profissionais encontraram mais de 53 peças novas do conjunto de ar-condicionado, todas desmontadas, desorganizadas e, em alguns casos, incompletas, espalhadas sobre a laje da UTI e expostas às intempéries. Técnicos afirmam que, diante desse cenário, não havia qualquer possibilidade de funcionamento adequado, já que uma UTI sem climatização não atende aos requisitos mínimos de segurança.

A falta do sistema impacta diretamente setores essenciais do hospital, como: salas cirúrgicas, que exigem temperatura controlada para garantir segurança aos procedimentos; sala de recuperação, onde pacientes pós-operatórios dependem de ambiente climatizado; sala de instrumentos, que precisa de condições adequadas para armazenamento de materiais; além de ambientes internos e áreas adjacentes da UTI, que operam obrigatoriamente com climatização contínua.

As evidências reforçam a suspeita de que houve uma tentativa de maquiar a real situação da UTI e criar a impressão de que o setor estava concluído, apesar das condições inviáveis de funcionamento. A ausência da central de climatização é apontada como um indício claro de possível fraude de inauguração.

A administração municipal afirma que seguirá empenhada em corrigir os danos herdados, restabelecer padrões técnicos e garantir que o Hospital Monsenhor Angelino ofereça atendimento seguro e efetivo aos inhumenses, o que, segundo o governo municipal, a população deveria ter recebido, mas não foi entregue pela gestão anterior.

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