Prefeitura de Goiânia retoma Orçamento Participativo após 21 anos e realiza audiências públicas em diferentes regiões da capital

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) e Secretaria de Governo (Segov), retomou, após 21 anos, o Orçamento Participativo, instrumento que garante a possibilidade para população indicar prioridades na aplicação de recursos municipais. O lançamento oficial ocorreu no dia 2 de outubro, na Câmara Municipal, e transcorreu com uma série de seis audiências públicas realizadas em diferentes regiões da capital entre os dias 3 e 10 de outubro.

“O Orçamento Participativo é um instrumento por meio do qual a população escolhe, na prática, o que entende ser prioridade para a gestão. E ninguém melhor do que quem vive nas regiões da cidade para indicar à Prefeitura o que deve ser feito. A gestão já realizou importantes entregas nesses primeiros nove meses e o nosso objetivo é que, ao final do mandato, tenhamos uma cidade ainda melhor”, declarou a secretária de Governo, Sabrina Garcez.

Durante a audiência pública realizada no Setor Morada do Sol, Região Noroeste da capital, o presidente da associação de bairro local, Marcelo Souza, apontou que a principal demanda do local está relacionada à infraestrutura, já que o setor cresceu consideravelmente nos últimos anos. Marcelo relembrou que esteve presente na última vez que a prefeitura realizou a ação e elogiou a retomada do Orçamento Participativo, após 21 anos. “O prefeito Sandro Mabel está no caminho certo. Ele tem ouvido a população, assim como fazia o ex-prefeito Iris Rezende. Ele está seguindo o mesmo exemplo, e isso mostra compromisso com a comunidade, e tenho certeza que, assim, ele e seu secretariado irão acertar”, destacou.

O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e morador do Centro, Adão José Peixoto, afirmou durante a audiência pública a importância de revitalizar a região central de Goiânia, e lembrou que atua em defesa da causa desde 2016. Na ocasião, ele apresentou uma série de propostas para revitalização da área central e destacou que o Centro precisa ser valorizado como patrimônio cultural e espaço de convivência da cidade.

Sabrina Garcez ressaltou que a atual gestão está comprometida em dar continuidade às ações propostas e em transformar o Centro de Goiânia em uma região mais viva, habitada e segura. “A Prefeitura trabalha em um levantamento de todas as legislações e projetos já propostos, para selecionar as melhores ideias e dar prosseguimento às ações. Quando falamos de segurança, ela também passa também pela iluminação, e a primeira região a receber a nova iluminação pública foi justamente o Centro, com a instalação dos novos postes”, lembrou.

O técnico da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), Ailton Cavalcante, explica que Orçamento Participativo é a continuidade de um trabalho que começou ainda na elaboração do Plano de Governo, estruturado em três eixos: cidade, cidadão e gestão. A partir dele, foram definidos 255 programas, metas e ações, que deram origem ao Plano Plurianual (PPA), processo em que todas as secretarias participaram na construção de grandes eixos, dimensões estratégicas, objetivos, resultados e programas orçamentários. “O resultado desse trabalho foram 274 grandes projetos que serviram de base para a votação e consulta popular”, disse.

Ailton afirma que, com o encerramento das audiências públicas, as sugestões serão tabuladas, discutidas e compiladas para que a Prefeitura possa dar um retorno à população. “Há ações que a Prefeitura já executa, e outras que surgiram em audiências, como foi o caso da Educação de Jovens e Adultos (EJA), reivindicação feita no Colégio Atheneu, que foi incluída no nosso planejamento. Na próxima semana iniciaremos a consolidação e análise de todas as sugestões apresentadas. Todas as contribuições serão respondidas, e a devolutiva à população será feita o mais breve possível, mas os cidadãos poderão dar sugestões por meio do QRCode até o dia 20 de outubro”, explicou o técnico da Secretaria da Fazenda, Ailton Cavalcante.

O Plano Plurianual 2026-2029 é o plano estratégico de médio prazo, em que estão estabelecidas metas e prioridades que deverão ser seguidas ao longo dos quatro anos vindouros e organiza a atuação do governo municipal. Além da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), ele é o instrumento de planejamento de curto prazo que define as metas e prioridades para o exercício financeiro subsequente, orientando a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e garantindo a compatibilidade entre o Plano Plurianual (PPA) e a execução orçamentária.

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