Lucas Cybor leva Goiás ao cenário internacional no Mundial de Parajiu-Jítsu

O goiano Lucas Cybor será o único representante do Estado no Mundial de Parajiu-Jítsu, que acontece em Bangkok, na Tailândia. Determinado, ele se prepara para enfrentar os melhores atletas do mundo na modalidade e promete levar o nome de Goiás para o cenário internacional.

A relação de Lucas com o esporte começou ainda antes da amputação da perna direita, causada pela hemimelia fibular, má-formação que impediu o desenvolvimento completo do membro. Ele iniciou no karatê, mas logo percebeu que precisava de uma prática que se adaptasse melhor à sua realidade. Foi no parajiu-jítsu que encontrou acolhimento, respeito e uma nova motivação.

Os resultados vieram rápido: em apenas três meses de treino, conquistou o Campeonato Brasileiro em Goiânia. Oito meses depois, já era campeão Pan-americano, abrindo caminho para o circuito internacional. O ponto alto veio em Abu Dhabi, quando se sagrou campeão mundial, mesmo sem patrocínio e enfrentando dificuldades financeiras. “Essa vitória mudou a minha vida. Minha rotina inclui treinos de quatro a cinco vezes por semana, além da academia, para manter o nível competitivo”, relata.

Em setembro de 2025, Lucas voltou a brilhar, conquistando mais um título Pan-americano e garantindo o índice para a pré-seletiva das Paralimpíadas. Agora, foca nos treinos e na captação de recursos para custear a participação no Mundial de Bangkok. “Consegui as passagens, mas ainda falta um pouco para cobrir todos os gastos. Estamos fazendo rifas, mas tenho fé que vai dar certo. Estou pronto para representar Goiás e o Brasil da melhor forma possível”, afirma.

Mais do que medalhas, Lucas busca inspirar. “Quero mostrar que deficiência não é o fim, mas o começo de uma nova vida. O esporte me tirou da depressão e transformou a minha história. Espero que minha superação motive outros atletas e pessoas com deficiência a acreditarem em si mesmos”, explica.

O sonho vai além do Mundial: Lucas quer ser reconhecido como paratleta de parajiu-jítsu na categoria A4, conquistar novos títulos internacionais e, no futuro, alcançar a medalha paralímpica. Ele resume sua filosofia em uma mensagem que carrega consigo: “O esporte transforma vidas. Transformou a minha e pode transformar a sua. Nenhuma deficiência é capaz de te parar, basta acreditar. Ser o único goiano no Mundial de Bangkok é uma honra, e quero trazer essa medalha para representar meu estado e o Brasil. Deficiência não é o fim, é o começo.”

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