Meio-campista Paquetá é inocentado na Inglaterra em caso de apostas
A Federação Inglesa de Futebol (FA) anunciou nesta quinta-feira (29) que uma Comissão Reguladora independente concluiu que não há provas suficientes para sustentar as acusações de manipulação de resultados contra o meia brasileiro Lucas Paquetá, do West Ham United. O jogador era investigado por supostamente tentar forçar cartões amarelos em partidas da Premier League para beneficiar o mercado de apostas.
De acordo com o documento oficial da FA, Paquetá enfrentava quatro acusações de violação da Regra E5.1, sob a suspeita de que teria provocado punições disciplinares de forma intencional nos jogos contra Leicester City (12/11/2022), Aston Villa (12/03/2023), Leeds United (21/05/2023) e Bournemouth (12/08/2023). A alegação era de que essas ações teriam gerado lucro indevido para terceiros por meio de apostas esportivas.
Paquetá negou todas as acusações desde o início. Após análise do caso e realização de audiências, a comissão concluiu que não havia elementos suficientes para comprovar a manipulação de resultados, absolvendo o atleta da acusação mais grave.
No entanto, a Comissão entendeu que o jogador cometeu duas infrações à Regra F3 da FA, que trata da obrigação de cooperação com investigações oficiais. Segundo o relatório, o atleta não respondeu de forma satisfatória a questionamentos e deixou de fornecer informações solicitadas pela entidade. Embora Paquetá também tenha negado essas falhas, a comissão considerou que houve conduta inadequada.
A FA ainda vai definir qual será a sanção aplicada pelas violações à Regra F3, o que deve ocorrer “na primeira oportunidade possível”, conforme o comunicado. A entidade aguarda o relatório final por escrito para tomar eventuais medidas adicionais e informou que não comentará mais o caso até a conclusão do processo.
Após o anúncio, Paquetá se manifestou nas redes sociais. Em publicação no Instagram, afirmou: “Mantive a minha inocência”, reiterando que sempre colaborou de boa-fé e reafirmando sua confiança na justiça.



Comments