Debandada no PL: prefeitos do Entorno migram para União Brasil e MDB, e clima esquenta nos bastidores

O Partido Liberal (PL), liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, está sentindo na pele os impactos das mudanças políticas. No Entorno do Distrito Federal, prefeitos filiados à sigla estão inclinados a migrar para o União Brasil (UB) ou para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) — e essa debandada já começou.

Uma recente reportagem do Jornal Opção revelou que diversos gestores municipais de Goiás estariam sendo pressionados por uma liderança do PL para se afastarem de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela. Caso contrário, Bolsonaro poderia até gravar um vídeo atacando-os.

No entanto, essa tentativa de intimidação não parece surtir efeito. A tendência é que a maioria dos prefeitos acabe apoiando os candidatos a presidente e governador pelo UB e MDB, respectivamente.

Movimentações no Entorno

No Entorno, o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão, apesar de sempre ter se mostrado um entusiasta de Caiado, ainda permanece no PL. Mas nos bastidores, comenta-se que sua permanência é temporária e que, em breve, ele deve se filiar ao União Brasil para integrar a linha de frente da campanha do atual governador.

Outro nome do PL na região, o prefeito de Cristalina, Luís Otávio, ainda não deu sinais claros sobre qual será seu posicionamento em 2026.

Já em Formosa, a prefeita Simone Ribeiro optou por deixar o PL e ingressar no União Brasil. Sua mudança repentina surpreendeu até o presidente do partido no município, Adriano Pinheiro, que divulgou uma nota de “desabafo” — que mais parece uma nota de repúdio. Segundo Pinheiro, ele soube da decisão pelo plantão da rádio Lance FM.

No comunicado, ele lembra que o PL apoiou a candidatura de Simone quando poucos acreditavam nela. “Como guerreiros, todos os filiados do partido vestiram essa camisa com todas as suas energias para espalhar o nome da Simone por toda a cidade”, diz a nota.

E ele não parou por aí. Em outro trecho, Pinheiro dispara: “Comunicamos a todos que o PL de Formosa não apoia essa decisão da prefeita e nem a forma desleal de cooptação praticada pelo governador do estado”.

Confira a nota:

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